Projeto Saúde em Ação prevê campanhas educativas, orientação profissional, atividade física e alimentação saudável nas escolas municipais
Por Alex Oliveira — Informativa PE

Saúde em Ação Jaboatão criada contra diabetes, obesidade e fibromialgia; veja o que prevê a nova lei
Jaboatão dos Guararapes passou a contar com uma nova política municipal voltada à prevenção e à conscientização sobre diabetes, obesidade e fibromialgia.
A Lei nº 1.692/2026, promulgada em 26 de junho, instituiu o Projeto Saúde em Ação, que prevê campanhas educativas, orientação com profissionais de saúde, incentivo à atividade física e acompanhamento de pessoas consideradas em situação de risco.
A norma também inclui medidas voltadas às escolas municipais, como estímulo à alimentação saudável e adoção de cardápios balanceados.
A legislação voltou a ganhar destaque nesta semana após nova divulgação da Câmara Municipal de Jaboatão dos Guararapes.
O que é o Projeto Saúde em Ação
O texto da lei estabelece que o projeto tem como objetivo desenvolver ações de prevenção, promoção da saúde e conscientização da população sobre obesidade, diabetes e fibromialgia.
As atividades poderão ser executadas por equipes multiprofissionais de saúde em articulação com escolas municipais e entidades comunitárias.
Entre as ações previstas estão:
- palestras e campanhas educativas;
- orientação com profissionais de saúde;
- incentivo à prática de atividade física;
- adoção de cardápios equilibrados nas escolas;
- monitoramento e acompanhamento de pessoas identificadas como de risco.
A lei também permite que o Poder Executivo firme parcerias com instituições públicas, empresas privadas e organizações da sociedade civil para ampliar a execução do projeto.
Escolas municipais entram na estratégia
Uma das partes mais importantes da legislação é a atuação dentro da rede municipal de ensino.
O texto prevê incentivo à prática de atividade física e adoção de cardápios balanceados e saudáveis nas escolas municipais.
A proposta busca aproximar a prevenção de doenças dos hábitos cotidianos das crianças e adolescentes.
No caso da obesidade e do diabetes tipo 2, alimentação equilibrada e atividade física regular estão entre os fatores associados à prevenção e ao controle de risco.
A inclusão das escolas também pode ampliar o alcance das informações às famílias.
Fibromialgia também foi incluída
A lei chama atenção por incluir a fibromialgia ao lado de diabetes e obesidade.
A condição é caracterizada principalmente por dor crônica generalizada e pode estar associada a fadiga, alterações do sono e outros sintomas.
Diferentemente da obesidade e do diabetes, a fibromialgia não é uma doença cuja prevenção dependa simplesmente de alimentação ou atividade física.
Por isso, ações públicas relacionadas ao tema tendem a ter maior relevância na conscientização, identificação de sintomas, orientação e encaminhamento para acompanhamento adequado.
Lei existe, mas isso não significa que tudo já esteja funcionando
Esse é o ponto mais importante para o cidadão.
A promulgação da lei cria a base legal para o Projeto Saúde em Ação, mas não significa que todas as atividades previstas já estejam implantadas em escolas, unidades de saúde ou comunidades.
A publicação oficial consultada não apresenta:
calendário de ações;
locais de atendimento;
quantidade de profissionais envolvidos;
orçamento específico;
número de escolas participantes;
ou previsão de pessoas atendidas.
Por isso, é necessário diferenciar uma política criada por lei de uma política já plenamente executada.
O que ainda precisa ser acompanhado
A próxima etapa será observar como a Prefeitura transformará a legislação em ações concretas.
Para avaliar se o programa está realmente funcionando, alguns indicadores serão importantes.
Entre eles estão o número de campanhas realizadas, profissionais mobilizados, escolas participantes, pessoas atendidas e recursos destinados ao projeto.
Também será importante verificar se haverá integração com unidades básicas de saúde e outras políticas municipais já existentes.
Importância da prevenção
Diabetes e obesidade são condições com grande impacto sobre a saúde pública.
Medidas de educação alimentar, atividade física e acompanhamento profissional podem contribuir para reduzir fatores de risco e estimular hábitos mais saudáveis.
No caso da fibromialgia, o desafio passa principalmente pela informação, pelo reconhecimento dos sintomas e pelo acesso ao acompanhamento adequado.
Nesse sentido, ações educativas podem ajudar a reduzir desinformação e melhorar o encaminhamento das pessoas que precisam de atendimento.
Papel das equipes multiprofissionais
A própria lei prevê participação de equipes multiprofissionais de saúde.
Isso pode envolver, dependendo da futura regulamentação e da estrutura municipal, profissionais como médicos, enfermeiros, nutricionistas, educadores físicos, psicólogos e outros especialistas.
A atuação conjunta é especialmente relevante porque as três condições tratadas na lei possuem características diferentes.
Obesidade e diabetes envolvem componentes metabólicos, alimentares e comportamentais.
Já a fibromialgia exige abordagem individualizada e acompanhamento clínico.
Parcerias podem ampliar o alcance
A Lei nº 1.692/2026 também autoriza o município a estabelecer parcerias com instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil.
Na prática, isso poderá permitir ações conjuntas com universidades, instituições de saúde, associações e outras entidades.
Mas novamente existe uma distinção importante:
a lei autoriza essas parcerias; não significa que elas já tenham sido formalizadas.
Nova divulgação reacende atenção sobre o projeto
Embora tenha sido promulgada em junho, a legislação recebeu nova divulgação institucional no final de outubro.
A Câmara Municipal publicou em 27 de outubro uma apresentação destacando as principais medidas do Projeto Saúde em Ação.
Isso fez com que a política voltasse ao debate público meses depois de sua criação.
A divulgação pode ajudar a população a conhecer a existência da lei e, principalmente, acompanhar sua execução.
O desafio agora é transformar a lei em serviço
Criar uma lei é apenas uma etapa.
O impacto real dependerá da capacidade do município de transformar os objetivos previstos no papel em ações acessíveis à população.
Para isso, será necessário definir cronograma, profissionais, locais, recursos e mecanismos de acompanhamento.
Também será importante divulgar claramente à população quando e onde cada atividade estará disponível.
Por enquanto, o que está confirmado é que Jaboatão possui uma política municipal voltada à prevenção e conscientização sobre diabetes, obesidade e fibromialgia, com participação prevista das áreas de saúde, educação e comunidade.
O próximo passo é saber quando, onde e em que escala essas ações sairão do papel.
Fontes: Câmara Municipal de Jaboatão dos Guararapes e Diário Oficial Legislativo.
Atualização: informações revisadas pelo Informativa PE em novembro de 2026.
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