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Enchentes na Ásia: 3 países somam dezenas de mortos e milhares de afetados

Chuvas intensas provocam mortes, deslizamentos e evacuações na Índia, Nepal e Tailândia; Bangkok permanece sob risco de novas inundações. As enchentes na Ásia provocadas por fortes chuvas deixaram dezenas de mortos, milhares de pessoas desalojadas e comunidades isoladas nos últimos dias. Índia, Nepal e Tailândia enfrentam inundações, deslizamentos de terra e danos à infraestrutura, enquanto autoridades mantêm operações de resgate e alertas para novos episódios.

Informativa PE

Enchentes na Ásia atingem Índia Nepal e Tailândia
Chuvas intensas atingem Índia, Nepal e Tailândia e provocam enchentes, deslizamentos e evacuações. Imagem ilustrativa.

ENCHENTES DEVASTAM A ÁSIA

O avanço das enchentes na Ásia mantém equipes de emergência mobilizadas e milhares de moradores em áreas de risco. Na Índia, o estado de Uttar Pradesh contabilizava 56 mortes. No Nepal, 14 pessoas morreram e outras 11 estavam desaparecidas no balanço divulgado pelas autoridades. Já na Tailândia, o número de vítimas fatais subiu para pelo menos 23, enquanto as enchentes atingiram dezenas de províncias e provocaram grandes transtornos na capital Bangkok.

Os números ainda podem mudar conforme as equipes de emergência alcançam regiões isoladas e as autoridades atualizam os levantamentos.

Enchentes na Ásia atingem com força o norte da Índia

No estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia, chuvas intensas e tempestades provocaram enchentes e deslizamentos que deixaram pelo menos 56 mortos, 46 feridos e mais de mil residências danificadas.

A intensidade das enchentes na Ásia fica evidente em Uttar Pradesh, onde o volume de chuva registrado em poucos dias superou várias vezes a média esperada. Entre 25 de setembro e a manhã do dia 27, foram registrados 66,5 milímetros de chuva. Para o mesmo período, o volume considerado normal era de apenas 7,6 milímetros.

Isso significa que a região recebeu, em poucos dias, quase nove vezes o volume normalmente esperado para o período.

Equipes de emergência foram mobilizadas para retirar moradores de áreas alagadas, distribuir ajuda e avaliar danos em propriedades e plantações.

O governo estadual também determinou o levantamento dos prejuízos sofridos por agricultores para a adoção de medidas de compensação.

A Comissão Central de Águas da Índia informou que dezenas de estações de monitoramento apresentavam situação considerada severa. Rios importantes, entre eles Ganges, Gandak, Kosi, Bagmati e Narmada, ultrapassaram níveis de perigo em diferentes trechos.

As águas ameaçam residências, estradas, redes de energia e áreas agrícolas, afetando diretamente comunidades que dependem das plantações para sobreviver.

Apesar das chuvas extremas registradas em Uttar Pradesh, a Índia encerrou a temporada de monções de junho a setembro com precipitação nacional abaixo da média, segundo dados meteorológicos divulgados nesta quarta-feira (30). O contraste mostra como episódios extremamente intensos podem ocorrer localmente mesmo durante uma temporada mais seca no conjunto do país. Enquanto a Índia contabiliza os prejuízos, as enchentes na Ásia também mantêm o Nepal em estado de alerta.

Nepal mantém dezenas de distritos em alerta

As enchentes na Ásia também atingiram novamente o Nepal, onde fortes chuvas provocaram inundações e deslizamentos em diferentes regiões.

No balanço citado pela Reuters, 14 pessoas haviam morrido e outras 11 permaneciam desaparecidas.

As autoridades emitiram alertas para possíveis cheias repentinas em 49 dos 77 distritos do país. Mais da metade das regiões sob monitoramento apresentava risco elevado de enchentes ou inundações rápidas.

O avanço da água também causou problemas no fornecimento de energia.

Distritos como Manang, Mustang, Myagdi e Baglung tiveram interrupções completas no serviço elétrico enquanto equipes trabalhavam para restabelecer a rede.

As enchentes do rio Rahuganga danificaram ainda estruturas e torres de transmissão de uma usina hidrelétrica com capacidade de 40 megawatts.

Redes de telecomunicações também foram afetadas devido a danos em fibras ópticas e instalações de energia, dificultando a comunicação com determinadas áreas.

Nepal ainda tenta se recuperar de desastre provocado por geleira

A nova emergência ocorre pouco mais de um mês depois de uma das maiores tragédias naturais recentes registradas na região do Himalaia.

Em 26 de agosto, parte de uma geleira desabou na região da fronteira entre Nepal e Tibete. O material formado por gelo, rochas e lama atingiu um rio e provocou uma inundação repentina de grandes proporções.

Segundo balanços posteriores divulgados pela Reuters, pelo menos 1.450 pessoas morreram e milhares continuavam desaparecidas um mês depois da tragédia.

O desastre destruiu moradias, estradas, pontes e instalações de geração de energia.

As dificuldades para localizar e identificar as vítimas também persistem. Autoridades passaram a utilizar exames de DNA em larga escala para tentar reconhecer corpos recuperados nas áreas atingidas.

O governo nepalês estima que a reconstrução provocada pelo desastre anterior poderá representar uma parcela significativa da economia nacional.

Tailândia eleva número de mortos para pelo menos 23

A situação também se agravou na Tailândia.

Inicialmente, os balanços apontavam oito mortes. Uma atualização divulgada em 29 de setembro elevou o número para pelo menos 23 vítimas fatais desde o início das enchentes.

As chuvas atingiram 42 províncias do país e inundaram centenas de milhares de residências.

Bangkok foi uma das áreas mais afetadas.

A capital recebeu aproximadamente 320 milímetros de chuva em apenas três dias, volume próximo de toda a precipitação normalmente registrada durante o mês de setembro.

Bairros inteiros ficaram alagados e moradores precisaram atravessar ruas com água chegando à altura da cintura.

Milhares de pessoas foram levadas para centros de evacuação, enquanto dezenas de milhares permaneceram em regiões onde era difícil sair das próprias casas.

Barcos e cozinhas móveis foram utilizados pelas autoridades para transportar alimentos e atender moradores isolados.

Bangkok continua sob risco

Mesmo com sinais de recuo da água em algumas áreas, Bangkok continuava sob alerta nesta quarta-feira (30).

O primeiro-ministro tailandês afirmou que a capital, sua região metropolitana e parte da região central ainda estavam vulneráveis às águas provenientes do norte do país.

Um centro especial de monitoramento foi instalado para acompanhar a situação.

A agência meteorológica da Tailândia também prevê novas chuvas fortes entre os dias 5 e 8 de outubro, especialmente nas regiões norte e nordeste.

Bangkok possui uma vulnerabilidade geográfica conhecida.

A cidade foi construída sobre um delta formado por solo argiloso e está situada a aproximadamente 1,5 metro acima do nível do mar. Além disso, partes da capital afundam alguns milímetros por ano.

Com população superior a 8 milhões de habitantes, a metrópole enfrenta problemas recorrentes de drenagem durante a longa temporada de chuvas.

Enchentes começam a afetar indústria e transportes

As enchentes na Ásia já provocam consequências que vão além das residências inundadas.

Na Tailândia, quatro fábricas da Toyota tiveram suas atividades temporariamente interrompidas devido aos efeitos das enchentes.

A Thai Airways também suspendeu operações de carga enquanto enfrentava dificuldades provocadas pelas chuvas e pelo alagamento da capital.

O aeroporto de Suvarnabhumi registrou problemas operacionais, incluindo milhares de bagagens acumuladas e cancelamentos de voos.

Os transtornos atingem um país cuja economia depende fortemente da indústria, do comércio e do turismo.

Prejuízos econômicos aumentam na Tailândia

As primeiras projeções indicavam danos de aproximadamente 11 bilhões de baht, cerca de US$ 327 milhões.

Na Tailândia, os efeitos das enchentes na Ásia chegaram à capital e também começaram a afetar atividades econômicas e transportes. Com o agravamento da situação, estimativas posteriores chegaram a aproximadamente US$ 367 milhões.

O governo tailandês anunciou um pacote emergencial de 4 bilhões de baht para ajudar as regiões atingidas.

Também foi apresentado um projeto de longo prazo para ampliar a capacidade de drenagem de Bangkok e áreas próximas, com investimentos previstos ao longo de vários anos.

Os prejuízos não estão limitados às casas inundadas.

Comércios fechados, interrupções no transporte, perdas agrícolas e paralisações industriais ampliam o impacto econômico das enchentes.

Uma emergência que ainda não terminou

O cenário permanece instável nos três países.

Na Índia, rios continuam sendo monitorados depois das chuvas extremas registradas em Uttar Pradesh.

No Nepal, dezenas de distritos permanecem sob atenção diante da possibilidade de novas cheias repentinas e deslizamentos.

Na Tailândia, Bangkok e outras regiões ainda enfrentam risco de novos alagamentos, enquanto a previsão indica possibilidade de novas chuvas fortes nos próximos dias.

As enchentes na Ásia mostram que os efeitos de uma inundação não terminam quando a água começa a baixar.

Depois da emergência inicial, famílias precisam localizar parentes, recuperar documentos, reconstruir casas e tentar retomar atividades econômicas.

Para milhares de pessoas atingidas na Índia, Nepal e Tailândia, esse processo está apenas começando.

Matéria elaborada pelo Informativa PE a partir de informações da Reuters publicadas entre 27 e 30 de setembro de 2026. Os balanços podem ser atualizados pelas autoridades à medida que as operações de resgate continuam.
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Os principais números da Índia e do Nepal estão confirmados pela Reuters: 56 mortos, 46 feridos e mais de mil casas danificadas em Uttar Pradesh, além de 14 mortos e 11 desaparecidos no Nepal, com alertas em 49 distritos. Reuters Na Tailândia, a atualização mais recente elevou o balanço para pelo menos 23 mortos, 42 províncias atingidas e estimativa econômica em torno de US$ 367 milhões. A sequência de enchentes na Ásia mostra como episódios extremos de chuva podem produzir impactos simultâneos sobre moradias, infraestrutura, agricultura e economia.

 

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