PEC da Blindagem é Rejeitada por Unanimidade na CCJ do Senado e Representa Derrota ao Centrão
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado enterrrou nesta quarta-feira (24) a chamada PEC da Blindagem, proposta que buscava impor a necessidade de autorização prévia da Câmara ou do Senado para abertura de processos criminais contra parlamentares.
Por Alex Oliveira para o Informativa PE

O resultado foi categórico: 26 votos contrários e nenhum favorável, declarando a matéria inconstitucional. A decisão, considerada uma derrota significativa para o Centrão, foi acompanhada de críticas severas por parte dos senadores.
O Fim da PEC e as Críticas
De acordo com o regimento interno, uma proposta de emenda constitucional rejeitada de forma unânime não pode voltar a ser discutida. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que comunicará ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para arquivar definitivamente a matéria.
Alencar classificou a PEC como “inconstitucional, contra a moralidade pública e a ética”, além de ferir o princípio da isonomia.
“Ela estende a prerrogativa de foro a presidentes de partidos. Hoje, são 29 partidos registrados no Brasil. Estaríamos dando foro privilegiado a pessoas que não foram eleitas pelo voto popular. Isso não faz sentido”, disse.
O relator da proposta, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), reforçou o parecer pela rejeição e destacou que o texto representaria um grave retrocesso:
“O que efetivamente se pretende não é garantir condições plenas de trabalho aos parlamentares, mas sim blindá-los das penas e demais consequências legais do cometimento de crimes das mais variadas espécies”.
O Peso da Pressão Popular
A decisão da CCJ ocorre após manifestações massivas no último domingo (21), quando milhares de pessoas foram às ruas em diversas capitais do país contra a aprovação da PEC. A pressão popular contribuiu para enfraquecer o Centrão, que defendia a proposta como forma de ampliar prerrogativas do Congresso, mas viu o desgaste aumentar diante da forte rejeição social.

O Que Estava em Jogo
Além de blindar parlamentares contra processos, a PEC também previa:
- A ampliação do foro privilegiado para presidentes de partidos políticos.
- A retomada do voto secreto em deliberações sobre prisão e autorização de processos contra parlamentares.
Medidas que, segundo críticos, abririam espaço para transformar o Legislativo em “um abrigo seguro para criminosos de todos os tipos”.
Um Marco no Debate Político
Com a decisão da CCJ, a PEC da Blindagem deve ser definitivamente arquivada. O episódio se consolida como uma vitória do Senado em defesa da transparência e da moralidade pública, ao mesmo tempo em que mostra o peso da opinião popular na condução das pautas legislativas.
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