Rússia acusa EUA de agressão militar e alerta para risco de escalada na Venezuela.
A tensão geopolítica voltou a subir de tom neste sábado após a Rússia condenar publicamente o que classificou como uma “agressão militar” dos Estados Unidos contra a Venezuela. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que o momento exige cautela máxima e diálogo urgente para evitar um conflito de maiores proporções na região.
Janeiro 03.2026-Sábado
Segundo a chancelaria russa, qualquer avanço militar tende a agravar ainda mais a instabilidade latino-americana, já marcada por crises políticas, econômicas e humanitárias. A mensagem é clara: insistir na força pode empurrar o cenário para um ponto sem retorno.
O episódio ganhou contornos ainda mais delicados após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que os Estados Unidos teriam realizado um ataque “em grande escala” e que o presidente venezuelano Nicolás Maduro teria sido retirado do país à força, sendo levado para um local não revelado. Até o momento, não há confirmação independente que comprove essa versão.
Durante a madrugada, moradores relataram explosões e a presença de aeronaves voando em baixa altitude sobre Caracas. Em resposta imediata, o governo venezuelano acusou Washington de atacar tanto instalações civis quanto militares — uma denúncia grave que, se confirmada, pode representar violação direta do direito internacional.
A pergunta que paira no ar é inevitável: estaríamos diante de mais um capítulo de intervenções externas que historicamente deixam mais cicatrizes do que soluções? Ou ainda há espaço para a diplomacia falar mais alto do que os mísseis?
Veículos internacionais como Reuters, Associated Press (AP) e Al Jazeera tratam o caso com cautela, destacando a falta de confirmações independentes e o risco de desinformação em meio a um cenário altamente sensível.
Enquanto as potências trocam acusações, quem paga o preço imediato são os civis. Em tempos de tensão global crescente, a insistência no confronto levanta um alerta incômodo:
até onde o mundo está disposto a ir antes de tentar, de fato, o diálogo?
Por Alex Oliveira para o Informativa PE
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